[Review] Journey

Bom pra começar este review eu queria falar que Journey não é um jogo, mas sim uma experiência única que só o mundo interativo dos vídeo games pode trazer, pois ele conseguiu fazer emergir sentimentos e sensações que poucos jogos conseguiram em mim. Ele é muito diferente dos títulos que estão em alta no momento. Não adianta eu tentar falar aqui o que é o Journey, pois ele é algo que tem que ser experimentado e vivido, e pelo que eu vejo por ai cada pessoa tem uma experiência muito diferente com ele. Mas vamos tentar falar sobre alguns aspectos do jogo.

No começo do jogo você acorda no meio do deserto sem explicação nenhuma e nós vemos um personagem aparentemente humano vestindo uma espécie de burca, na qual as partes em destaque do corpo do personagem são as pernas. Isto é interessante pois neste game não damos um soco um chute afinal não batemos em ninguém. Este aspecto pode parecer chato a principio, mas se encaixa perfeitamente com a proposta do jogo que não é te proporcionar uma ação desenfreada mas sim fazer você refletir sobre a jornada pela qual você esta passando, esta não é uma produção digamos “Blockbuster” como estamos acostumados e sim um jogo que visa um estado artístico maior.  Se estivessemos falando de filmes eu diria que é um filme mais “cabeça” do que um filme de ação.

Seu objetivo principal é mostrado assim que você sobe na primeira duna que encontra, trata-se de uma espécie de montanha com um forte vão luminoso. No meio desta jornada (justificando o nome do game) vários seres trajados de branco vem te contar sobre a historia daquela terra, formando assim o enredo do jogo. Vale lembrar que não é proferida uma palavra e a historia é contada por meio de figuras que estes seres apresentam ou que você eventualmente encontra.

Jogabilidade: Neste quesito o jogo consiste em puzzles nos quais devemos coletar uma espécie de símbolo luminoso para que possamos desbravar áreas novas. Para conseguir isso temos que coletar uma espécie de tapeçaria que nos dá direito a realizar saltos e até voar ou planar por algum tempo. Toda vez que pegamos estes símbolos o cachecol do personagem aumenta e quanto maior o cachecol maior é tempo que podemos ficar no ar. O único inimigo que encontramos no jogo é um dragão de pedra que devemos fugir, pois ele rouba nosso cachecol que neste contexto podemos chamar de vida também.

Multiplayer: Um dos pontos mais inovadores do título, pois no meio da aventura podemos encontrar outros jogadores aleatoriamente, ou seja, você só poderá jogar com jogadores desconhecidos e sem poder falar com ele, a sua única forma de comunicação é através de uma espécie de som que seu personagem emite. O interessante é que você pode controlar a frequência deste “canto” então nas horas que precisamos chamar atenção podemos efetuar um canto maior ou quando estamos em apuros sons ritmados rápidos.

Gráficos: Apesar de aparentemente simples, pois as locações se situam no deserto, em ruínas e na neve, o esmero gráfico que os produtores tiveram neste titulo foi impressionante. A areia é um dos aspectos que mais chama a atenção, principalmente quando há variações de luz como o por do sol, por exemplo. No momento que seu personagem se move podemos perceber até as pequenas partículas de areia subindo e nos momentos de ventos fortes também podemos perceber estes detalhes.

Som e Trilha Sonora: Os efeitos sonoros exercem seu papel com maestria e consistem um sua maioria no som do vento e da movimentação do seu personagem sobre a areia. Agora é a trilha sonora que se destaca, no começo começam com poucos instrumentos, principalmente o violino, e com o passar da aventura o som de uma grande orquestra vai se avolumando nos momentos corretos o que traz grande emoção ao jogo. E no final ainda somos brindados com uma belíssima canção.

Diversão: Journey é uma experiência muito agradável, pois além de toda a carga emocional que jogo traz, é muito divertido ficar deslizando no meio de dunas ou ficar planando entre arraias voadoras de tapeçaria.

Durabilidade: Este é um jogo bem curto e em no máximo em 3 horas você chegará ao encerramento, mas este pouco tempo comparado com outros titulos é muito bem utilizado e se encaixa com a proposta ideal do multiplayer, que é terminar o jogo com a mesma pessoa que você começou a jogar e que dificilmente conseguimos fazer.

Conclusão: Não tenho palavras para descrever o quanto gostei de Journey. Se você possui um PS3 deve jogar este jogo correndo. Ele me lembrou muito Shadow of the Colossus e até mesmo Okami. Digo que Journey é arte em forma de jogo, recomendo muito esse jogo, pois é algo realmente diferente de tudo que eu já joguei. É uma experiência única, para vocês terem uma idéia eu estava jogando e nos créditos enquanto tocava uma música muito emocionante minha mãe entrou no meu quarto e ficou maravilhada com os gráficos e com a música, percebi que realmente ela ficou emocionada e olha que ela só viu uma pequena fração dos créditos, então imagine quem joga o jogo todo.

Ficha Técnica
Ano: 2012
Desenvolvedora: Thatgamecompany
Publisher: Sony Computer Entertainment
Platformas: Playstation 3
Gênero: Aventura
Single player / Coop
Classificação: Livre

9 pensamentos sobre “[Review] Journey

  1. Val Deir disse:

    Comprou um PS3 só pelo Journey mesmo? hahaha

  2. homerofeanor disse:

    Não só pelo Journey que foi realmente muito bom, mas tb pelo jogo dos Cavaleiros que já encomendei😄. A também comprei uns RPG clássicos do Playstation como o Legend of Dragoon *_*

    • FrankCastle disse:

      CDZ?😄

      Parabéns pelo review! Ficou muito bom!
      Esse Legend of Dragoon não é aquele que você fez um post uma vez no falecido RPGCast?

      Agora o Homer está turbinado ein: Xbox 360, PS3, PC fudido, NDS… o céu e a obrigação de trabalhar são o limite!😛

      • homerofeanor disse:

        Não a parte do Cavaleiros foi brincadeira só pegarei ele quando o preço estiver mais baixo, pois por ser um fan service com alguns defeitos intoleraveis na minha opinião de merda não vale preço full. Agora eu peguei o PS3 só pra jogar os exclusivos da Sony msm jogo que sai pras duas plataformas só pegarei para o Xbox 360. Mas agora da pro jogar o God of War e os Uncharted da vida. Pra falar a verdade a questão colecionistica de games também pesou na compra😄. Sim o Legend of Dragoon é aquele que eu fiz um post no Rpgcast, como eu não consegui terminar ele devido a problemas com emuladores agora é a oportunidade perfeita para fazer isto. Vlw

  3. FrankCastle disse:

    Comprou um PS3 só pelo Journey mesmo? hahaha (2)

  4. Val Deir disse:

    Ah sim, legal cara, só falta o psvita agora e o N3DS… hahaha
    Eu tenho o PS3 apenas pelos exclusivos também, e jogos de luta, que como já cansei de falar, prefiro os controles do ps3 para tal, e só com isso tenho quase a mesma quantidade de jogos do ps3 que tenho para o xbox, só de bons títulos exclusivos, então acho que vale muito a pena sim!

    • homerofeanor disse:

      Nem me fala cara o pior é que na loja o Psvita tava o mesmo preço do PS3 só que ester portateis não tem nenhum jogo que valha a compra ai fica complicado.

  5. FrankCastle disse:

    Aí sim! Realmente tem exclusivos bons, eu acho legais não só os jogos de PS3, mas também os jogos antigos de PS2 e PSX que devem ter na PSN. Desses antigos, com certeza iria querer pegar a saga Tekken, Xenogears, Einhander, essas coisas (acho que deve ter tudo lá).

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